Porque Mozart é tão conhecido?

Se você sair agora de sua casa, e perguntar pra uma pessoa na rua o nome de um músico que da 'música clássica', é muito provável que você ouça um desses nomes, ou os dois: Mozart e Beethoven.
Mas afinal, por que esses compositores são tão conhecidos?
Deixarei para falar de Beethoven numa outra postagem. Hoje, falaremos sobre Mozart.

A música de entretenimento, de massa, hoje é tão facilmente difundida pela mídia que quase não sobra espaço para se falar em música de concerto; e mesmo assim, muitas pessoas conhecem esses dois compositores, embora talvez não tenham ouvido sequer uma obra de qualquer deles.
Para entendermos esse 'fenômeno' (se podemos chamar assim), é preciso entender em que circunstâncias esses compositores apareceram na história.

Joahannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, ou Wolfgang Amadeus Mozart, nascido em Viena, Áustria, a 1756, foi um menino prodígio, destaque por onde passava desde muito cedo. Conta-se que aos 6 anos já podia tocar cravo muito bem, e tinha boa leitura musical. Seu pai, Leopold Mozart, era professor de música, assim como ótimo violinista, e se tornou o primeiro professor do menino Mozart. O jovem músico se apresentava com frequência nas cortes (desde os anos de Haydn, a música ocupava espaço privilegiado nas cortes) e por diversas vezes dava concertos. Graças a suas habilidades, Mozart viajou a Europa toda quando criança, junto de sua família. Viajou para Alemanha, França, Itália, e outros lugares. As lembranças e contato com a música italiana seria de extrema importância para sua obra, especialmente na ópera.

Uma das coisas que provavelmente marcaram a obra de Mozart foi a exploração, junto com outros compositores, de um movimento que acontecia na Alemanha por intermédio da ascenção do pensamento Iluminista: Sturm und drang, ao pé da letra, tempestade e estresse. Na música, o efeito dessa reação se manifestou, inicialmente, nas 'dinâmicas', e o compositor austríaco foi um importante iniciador dessas "experiências musicais". Obviamente que não foi o único nesses experimentos, mas foi um precursor dessas novas idéias. Claro que isso se deve ao fato de várias revoluções na Europa, tanto no pensamento dos artistas e intelectuais, como também em aspectos políticos, e mesmo na educação, por exemplo, em 1770,
que é o ano que em se inicia a organização da Educação Primária no Império Austríaco.

Como compositor, é certo que Mozart escrevia muito rápido. Diz-se de peças grandes, como uma sinfonia (das primeiras), composta em cerca de 2 semanas. Sua música, que tem uma herança forte da música de Haydn, tanto na técnica composicional, como na forma, entre outros aspectos. Também é sabido que utilizava temas e melodias 'populares' (músicas tocadas pelo povo nas ruas, no campo) para compor suas peças. Temas como da famosa serenata para cordas Eine Kleine Nachtmusik (Pequena Serenata Noturna), que é montado sobre dois arpejos, de Sol Maior, e Ré Maior com 7ª, são bons exemplos da 'inventividade motívica' desse compositor.
Outro ponto interessante sobre Mozart, mas não muito 'musical', é que ele era um pouco pervertido, pelo menos, no que suas cartas mostram. Tinha, pelo menos, duas confidentes, uma prima, e sua própria mãe, que era obrigada ler coisas relacionadas a sua 'paixão' por 'bumbum e fezes'. Em um de seus poemas, "Lick my Ass", o então garoto Mozart pede incessantemente para que lambam suas 'nádegas cheirosas e limpinhas' (rsrsrs.. impossível não rir disso). Assim que encontrar este poema em meus 'papéis', postarei aqui para que comprovem vocês mesmos.
Mas, fora esses pequenos detalhes pessoais, a genialidade deste homem se dá quando analisámos a sua obra como um todo. Em apenas 35 anos de idade (morreu muito jovem), tem uma obra vasta, que conta com as mais diversas formações. Abaixo, uma lista resumida de sua obra:

Música Instrumental
  • 41 sinfonias
  • 23 divertimentos
  • 6 concertos para violino
  • 23 concertos para piano
  • 7 quintetos para cordas
  • Quinteto para trio de cordas e oboé
  • Quartetos de cordas com flauta
  • Quinteto para piano, oboé, fagote, clarinete e trompa
  • 2 Quartetos para cordas e piano
  • 7 trios para piano, violino e cello
  • Trio para piano, clarinete e viola
  • 2 duos para violino e viola
  • 36 sonatas para violino e piano
  • 2 séries de variações para violino e piano
  • 2 solos para violino
  • 10 obras para piano à 4 mãos
  • 1 fuga e uma sonata para 2 pianos
Música Religiosa
  • 18 missas
  • 7 litanias vésperas
  • 1 Te Deum
  • 2 Tantum Ergum
  • 9 ofertórios
  • 10 cantatas
  • 1 réquiem (inacabada)
  • 2 oratórios
Música para coro com ou sem acompanhamento instrumental
  • Mais de 50 árias para várias vozes
  • 36 canções com acompanhamento de piano
  • 28 canones para duas e tres vozes
  • 1 canção para coro com acompanhamento de orgão
  • 1 coro de 3 vozes com orgão
  • 1 terceto com piano
  • Mais de 15 óperas
Diante dessa obra extensa, e de todos essas peculiaridades desta figura importante para a música, não se pode negar a sua genialidade; fica claro porque se tornou um grande nome da história da música, ou mesmo, da história da arte.

0 comentários:

Postar um comentário

''A vida tem trilha sonora''