O verdadeiro valor de um livro

Você gosta de ler?
Quantos livros já leu na vida? Pode contar?
Na verdade, o importante não é a quantidade, mas sim a qualidade da leitura; o que absorvemos de um bom livro é o que realmente importa.
Muitas vezes fazemos planos como: lerei mais esse ano; quero ler tantos livros, ou tais livros. Mas no fim, acabamos por não ler, seja por falta de tempo, ou por falta de ânimo mesmo. Com certeza, isto está ligado ao fato de nossas vidas serem tão corridas hoje em dia. A tecnologia, que deve ser

Tom Jobim - encontros e desencontros

Arrumando o Desarrumado

Tom Jobim certamente existiria sem a Bossa Nova. Mas o contrário é verdade? A certeza que se tem é que não só por suas músicas, em parceria com Newton Mendonça ou Vinicius de Moraes, mas pelas suas qualidades de maestro e arranjador, Tom Jobim deu forma e acabamento à Bossa Nova. Mas afinal que coisa é essa chamada Bossa Nova? Walter da Silva, da revista Qualis, perguntou isso a Tom, em sua última entrevista em 1994. "Dar nome às coisas impede a compreensão", respondeu o maestro. "Eu chamo Maria de Maria e aí penso que conheço Maria. Mas Maria é um outra

Feliz Aniversário Steve Jobs

Se você é tão amante da música quanto eu, então deve estar ciente da contribuição que Steve Jobs e sua querida "Apple" deram à música em todo o mundo.


Pare e pense!

Desde o início da humanidade o homem tem sido curioso em diversos assuntos, e um deles, a música. A partir do momento em que começou a manipular o som - e a música -, sentiu -se no domínio da criação, da

Teclado x Violão - Qual devo escolher?


Essa é uma pergunta muito comum entre os interessados em estudar algum instrumento. Quando não procuram por bateria, contrabaixo, instrumentos de sopro, gaita de foles, ou outros instrumentos comuns, é bem provável que o instrumento desejado seja teclado ou violão. Mas porque?

Novidades no Blog - Estudantes de Música

''Quem tem medo da música clássica?''


Essa frase é ótima! Na verdade, este título... Esse era o título de um programa da TV Senado, comandado por Arthur da Távola.
A pergunta é: existem pessoas que tem medo da música? A resposta infelizmente é SIM.
Algumas pessoas são capazes de temer a música, não diretamente, mas por exemplo, quando tem de explicar algo relacionado a alguma caracteristica da música, ou mesmo algum teste ou prova (para músicos, ou estudantes de música).
Pensando nisso, preparei umas NOVIDADES para o Blog. Material em forma de textos explicativos e downloads, áudios rítmicos, melódicos, rítmo/melódicos, mais links para downloads. Tudo pode ser acessado pelas guias Material de Apoio, Downloads, e em destaques pelo Blog.


Todo o material é destinado à estudantes de música, que já tocam algum instrumento, ou já tiveram algum contato com música diretamente.
Qualquer dúvida pode ser postada em forma de comentário, assim como sugestão de outras coisas em que o blog possa ser útil a vocês.

Música para publicidade

A música sempre esteve presente em nossas vidas. Desde quando nascemos até nossos 'derradeiros' dias aqui nesse mundo, a música nos acompanha. E não é diferente com as diferentes atividades que desenvolvemos: sempre damos um jeito de encaixar aquela música, aquele som que tem tudo a ver com a gente - ou as vezes, com o público.
No caso da publicidade, e coloco "tudo junto e misturado" o cinema e os games, a música é peça fundamental, tanto para expressar alguma coisa ou como plano de fundo.


Essa postagem é na verdade sobre o meu trabalho de música de publicidade, portanto, apreciem como quiser (headfones, caixas de som, 'carros tunados com falantes exagerados' - rsrs).

Abaixo, um vídeo produzido por mim mesmo (áudio e vídeo) a um tempo atrás, com demostrações de trabalhos para produção de trilha sonora, jingles, spots, entre outros.
Espero que gostem.

Sons estranhos nos céus do mundo todo

Já ouviu falar dos 'Sons Estranhos' que estão sendo ouvidos no mundo todo?
Pois é. O ano mal começou, e já estamos vendo as evidências (?) apocalípticas das profecias Maias, como alguns defendem. O fato é que, desde o ano passado, pessoas do mundo todo estão desesperadas, ou pelo menos alarmadas por sons nos céus que surgem sem mostrar de onde vem.
Um dos primeiros relatos vem da Ucrânia, ainda em 2011. Vejam, abaixo, um vídeo gravada na cidade do ABC Paulista, Santo André.

MuseScore - Editando suas músicas (partituras)


Com certeza, se você é um músico 'atualizado' com os recursos tecnológicos, deve conhecer os softwares Finale, Sibelius ou Encore. Provavelmente deve ter problemas para editar suas partituras, seja por causa de programas que expiraram (no caso do Finale, já que essas reclamações são comuns), ou então dúvidas em relação à uma ou outra função do software, como fazer determinadas coisas que são muito simples quando escrevemos "à mão" - 'com aquela letra linda'.

Editores de partituras

Pois, para ajudar os mais desesperados, surge mais um software que promete auxiliá-los nas tarefas mais difíceis: o MuseScore.

Clique na imagem para ampliar

À primeira vista, o programa parece bastante enxuto; e realmente é. As opções estão dispostas por categorias como Ornamentos, Barras de Compasso, Dinânicas, Repetições, entre outros.
A logo do programa já mostra tudo: um programa simples para nós, 'humildes músicos'.
Mas vamos ao que interessa. O que o programa disponibiliza de ferramentas e opções:

1. Número de pautas ilimitado
2. Até 4 vozes por pauta
3. Permite escrever a partitura com o mouse, teclado ou entrada MIDI (um controlador conectado ao pc, por exemplo)
4. Sequenciador integrado e software sintetizador FluidSynth
5. Importação e exportação de formatos MusicXML (os fãs do Finale saberão como isso é importante) e Standard MIDI Files
6. Disponível nos principais sistemas: Windows, Mac, Linux
7. Traduzido para 43 idiomas

...enfim!!! Não vou listar aqui todas as opções; apenas algumas principais para mostrar que o software é realmente promissor.
Link direto para download aqui. Ou se preferir, visite a página do programa e descubra mais: MuseScore


Em breve, dicas e tutoriais sobre o software.

Meu tempo é quando...

... de tarde, amanheço
de noite, ardo...
Ando onde há espaço
meu tempo é quando.

Com um desempenho emotivo, segundo o crítico Tárick de Souza, Tom Jobim fala os versos do parceiro no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, que promove o ciclo Vinicius de Moraes - Meu tempo é quando, em janeiro de 1990. Na apresentação, Tom está ao lado do filho Paulo Jobim (violão), Jacques Morelenbaum (cello), Danilo Caymmi (flauta) e Paula Morelenbaum (vocais). O registro dessa homenagem permaneceu inédito durante dez anos - somente seria lançado em disco, em 2000 pela Jobim Music, com o título Tom canta Vinicius. Entre as 17 músicas, observa Tárik, "oito composições da dupla que se tornou entidade da música brasileira moderna. Uma ligação quase mediúnica: ambos morreram em torno dos 67 anos de idade". Além das composições assinadas apenas pelo poeta - Valsa de Eurídice, Serenata do adeus, Medo de amar e Pela luz dos olhos teus - Tom abre a homenagem com o Soneto da separação, que musicou com extremo cuidado - tentei não atrapalhar o soneto com a música -, e não economiza elogios ao talento musical do poeta na introdução de cada uma de suas obras. Foi a morte de Vinicius que me deu a convicção de que não somos imortais - ele dizia. Seja como for, ao cantar Vinicius Tom reacendeu a certeza de que a sua parceria sobreviveria a eles e ao seu próprio tempo.

Mais Tom Jobim em: Andando com Tom


Fonte: Anotações com Arte

Nara Leão - A Musa Meiga e Rebelde

Esta é uma continuação de O poeta e a Lyra.


"Chega de Bossa Nova". Ao soltar, em 1964, o grito de guerra contra o movimento que ajudou a criar no apartamento de seus pais, Jairo Leão e dona Altina, Nara não conseguiu se desfazer do título de musa da Bossa Nova. Nascida em Vitória do Espírito Santo, chegou criança ao Rio de Janeiro e, adolescente, estagiou do jornal Última Hora, fundado por Samuel Wainer, então casado com sua irmã Danuza. A convivência com Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli a fez trocar o acordeão, destino de toda moça de família, pelo violão. O seu apartamento no posto 4 em Copacabana se tornou ponto de encontro desse pessoal cansado de canções chorosas e acordes surrados. Para ela foram feitas músicas

Philip Glass e o minimalismo

Minimalismo - um breve comentário histórico

Faz quase meio século que uma estética musical surgida nos Estados Unidos acabou por tomar a dianteira de toda a vanguarda musical, em termos planetários. Ela ficou conhecida como 'minimalismo', ou 'música repetitiva'. Negava frontalmente os pressupostos da Neue Musik (música nova) europeia, a qual, nascida logo depois da Segunda Guerra Mundial, exigia que toda música surgisse de uma espécie de 'grau zero da escrita', sendo controlada em cada som representado no papel. No lugar dessa estética europeia, aquela nascida nos Estados Unidos propunha a facilidade de apreensão das obras musicais, a transparência - ou exibição, no próprio ato da atuação - das estruturas sonoras e a referencia direta ao velho sistema tonal. Transformava, assim, o já conhecido em inédito, causando no ouvinte a sensação de estar 'escutando o que ainda não havia sido ouvido na música tradicional'. Essa estética causou sensação exatamente pelo paradoxo que propunha: o da música que passa a impressão de pertencer ao passado, só que apresentada em caracterização nova, surpreendente e desconhecida.
Baseada na repetição e na variação paulatina dos elementos colocados em jogo durante a ação musical, como já foi dito, esse gênero de música voltou a se basear no sistema tonal e no emprego das consonâncias geradas por seus acordes perfeitos, de emprego lento e gradual, gerador de uma quase imobilidade. Contudo, os elementos colocados sobre esses acordes, ou sobre ritmos repetitivos, geram uma polifonia

O Poeta e a Lyra

No início de 1960, Vinicius de Moraes se aproximou de Carlos Lyra que, dizia Tom, era "o grande melodista, o grande desenhista da Bossa Nova" - elogios que ele atribui ao fato de Tom ser muito generoso: "As duas faculdades que frequentei foram Tom e João Gilberto". E foi exatamente o João quem, em agosto de 1961, gravou a sua primeira parceria com Vinicius, Coisa mais linda. Depois veio uma sequencia para entrar na história. De Marcha da quarta-feira de cinzas e Minha namorada ao militante hino da União Nacional dos Estudantes, a UNE, passando pelo repertório riquíssimo do musical Pobre menina rica. O encontro de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes resultou em uma produção só comparável à que o poeta criou com Tom e depois com Baden Powell, tanto que chamou esses três parceiros de a sua "santíssima trindade". Mas o melhor de Lyra e Vinicius ainda estava pra vir. Foi quando na primeira semana de janeiro de 1963 eles estrearam o show Trailer, em Au Bon Gourmet, e mostraram as músicas de Pobre menina rica.
Ao receber do novo parceiro 16 músicas inéditas para colocar letra, Vinicius viu nelas a matéria-prima de uma comédia musical. Carlinhos, em seu site, narra o diálogo entre eles:
"Parceirinho, nossa comedinha se passa num terreninho baldio carioca. Do lado do baldio tem um edifício de apartamentos e lá na cobertura mora a Pobre Menina Rica! E o terreninho, por sua vez, é habitado por uma comunidade de mendigos... De mendigos, Vinícius? Não se preocupe, não, parceirinho. São uns mendiguinhos simpaticíssimos, incrementadíssimos e superorganizados, viu? Eles saem todo o dia, de manhã, pro seu trabalhinho de pedir esmola e liderados por um Mendigo-Chefe..." 
Se o resultado não tinha qualidade dramática que o credenciasse ao sucesso no palco - nem a versão adaptada para o cinema, com a título Para viver um grande amor, entusiasma Carlinhos - Pobre menina rica foi um acontecimento pela excelência de suas músicas. Duas delas passaram a ser obrigatórias em qualquer show, de Bossa Nova ou não - o dueto Primavera e Sabe Você. Mas as outras não ficaram atrás como o Samba do carioca ("Vamos, carioca, sai do seu sono devagar..."), Pau-de-arara (que Ary Toledo transformou em carro-chefe dos seus shows e ficou conhecido como Comedor de gilete) e Maria Moita cujo refrão, "pra por pra trabalhar gente que nunca trabalhou", Nara Leão espalhou pelo Brasil nos idos de 1964.
Lyra à esquerda, o produtor Aloysio de Oliveira, Nara Leão e Vinicius
E foi justamente Nara Leão que eles chamaram para o show Trailer, que apresentou em primeira audião as canções da comédia musical, que ainda estava sendo escrita. Aloysio de Oliveira, que meses antes convencera Vinicius a cantar em público ao lado de Tom e João Gilberto no mesmo restaurante do empresário Flávio Ramos, resolveu fazer "um trailer do primeiro ato da peça, num experimento inteiramente inédito no Brasil em matéria de show", conforme depoimento do poeta, que descreveu assim a estréia: "As luzes da boate se apagavam, nós entrávamos pé ante pé, quase em trevas totais. Eu ia sentar-me à minha cátedra improvisada, onde, o texto em mão, esperava, como quem espera o tiro de uma 45, o foco de luz que incidia sobre mim. O conjunto atacava suavemente a Marcha do amanhecer, eu pegava discretamente o copo de u[isque que tinha na mão, tomava aquele gole e começava... Ao lado sentia a torcida de meus dois companheiros de show: Nara Leão, no papel da Pobre Menina Rica, e Carlinhos Lyra, no do Mendigo-Poeta. E durante cinco semanas a sociedade carioca e de outros estados, que nunca deixara de nos prestigiar, desde as primeiras raízes do movimento da Bossa Nova, comparecia diariamente para nos ver... A nossa comédia musicada, num futuro não superior a um ano, quando as minhas funções de funcionários do Brasil no exterior o permitirem, estará pronta para ser encenada."
A peça, na verdade, nunca chegou a ser encenada como tal. O sucesso do Trailer levou Carlinhos Lyra a apresentá-la em forma de show, com um toque teatral (até cenário tinha) no Teatro Maison de France em dezembro de 1964 e, no ano seguinte, no Teatro de Bolso. Lançou as músicas de Pobre menina rica em um disco com arranjos de Tom Jobim, com a frustração de não ter conseguido convencer o maestro de que a cantora ideal seria Elis Regina. Carlinhos chegou a se reunir com Elis, ensaiar as músicas, mas Tom bateu o pé: queria Dulce Nunes e mais ninguém. E assim perderam o privilégio de apresentar ao Brasil aquela que se tornou a sua maior cantora.

Texto de Anotações com Arte, 50 anos de Bossa Nova.

Andando com Tom

Eu era um garoto que, como os outros, amava a Bossa Nova e o Tom Jobim. Queria ser um compositor igual ao Tom Jobim. Não gostava mais das canções desesperadas. Só queria aquela música que era toda enxuta, porque derramada para dentro. Queria tocar piano igual ao Tom Jobim. Como nada me saísse direito, eu disse "esse piano é uma droga" e fugi de casa. Queria contar histórias igual ao Tom Jobim.
Fui dar na casa de Tom Jobim em Ipanema. Aloysio de Oliveira me apresentou a ele e eu mostrei meu samba no violão. Tom olhou. Noutro dia, inventou um acorde para meu samba, ficou repetindo o acorde dele e dizendo "você é um craque". Quando o Tom entra com um acorde dele, parece que abriram a janela.
Foi para Nova Iorque, gravou com Sinatra e o pessoal disse "poxa". Voltou porque sentiu saudades dos chatos. Se mudou para o Leblon, mas continuou no bar de Ipanema. Me deu parceria, um pouco para se vingar de Vinicius, que estava saindo muito com Baden e Edu. Nossa Sabiá foi vaiada no Maracanãzinho e ele chorou um pouquinho no túnel Rebouças.
Me telefonou de Londres para Roma, preocupado com a poluição do ar. Desligou 50 minutos depois. Me acordou de madrugada   porque se lembrou que a poluição no ar também é coisa grave. Esteve comigo em Roma, mas não gostou da cerveja. De volta ao Rio, passeamos bastante. Bebemos uísque no Antonio's, no Luna Bar, na sauna, no Canecão, depusemos juntos no Dops. Vi Águas de março sendo rabiscada. Às vezes, acho que é o samba mais bonito do mundo.
Me deu dois dicionários de espanhol, um de inglês, me emprestou The waste land em italiano, me releu Drummond, me emprestou seu feiticeiro, me ensinou sua arquitetura. Gostava do meu pai. Me falou do seu pai e um dia me levou para a sua sessão de análise, mas isso foi muito antes. Me ajudou a comprar um piano e me explicou que eu não levo jeito para pianista.

Tinha de ser o Chico Buarque a escrever esse retrato poético do seu maestro soberano. Está na abertura do Songbook de Tom Jobim.


Porque Mozart é tão conhecido?

Se você sair agora de sua casa, e perguntar pra uma pessoa na rua o nome de um músico que da 'música clássica', é muito provável que você ouça um desses nomes, ou os dois: Mozart e Beethoven.
Mas afinal, por que esses compositores são tão conhecidos?
Deixarei para falar de Beethoven numa outra postagem. Hoje, falaremos sobre Mozart.

A música de entretenimento, de massa, hoje é tão facilmente difundida pela mídia que quase não sobra espaço para se falar em música de concerto; e mesmo assim, muitas pessoas conhecem esses dois compositores, embora talvez não tenham ouvido sequer uma obra de qualquer deles.
Para entendermos esse 'fenômeno' (se podemos chamar assim), é preciso entender em que circunstâncias esses compositores apareceram na história.

Joahannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, ou Wolfgang Amadeus Mozart, nascido em Viena, Áustria, a 1756, foi um menino prodígio, destaque por onde passava desde muito cedo. Conta-se que aos 6 anos já podia tocar cravo muito bem, e tinha boa leitura musical. Seu pai, Leopold Mozart, era professor de música, assim como ótimo violinista, e se tornou o primeiro professor do menino Mozart. O jovem músico se apresentava com frequência nas cortes (desde os anos de Haydn, a música ocupava espaço privilegiado nas cortes) e por diversas vezes dava concertos. Graças a suas habilidades, Mozart viajou a Europa toda quando criança, junto de sua família. Viajou para Alemanha, França, Itália, e outros lugares. As lembranças e contato com a música italiana seria de extrema importância para sua obra, especialmente na ópera.

Uma das coisas que provavelmente marcaram a obra de Mozart foi a exploração, junto com outros compositores, de um movimento que acontecia na Alemanha por intermédio da ascenção do pensamento Iluminista: Sturm und drang, ao pé da letra, tempestade e estresse. Na música, o efeito dessa reação se manifestou, inicialmente, nas 'dinâmicas', e o compositor austríaco foi um importante iniciador dessas "experiências musicais". Obviamente que não foi o único nesses experimentos, mas foi um precursor dessas novas idéias. Claro que isso se deve ao fato de várias revoluções na Europa, tanto no pensamento dos artistas e intelectuais, como também em aspectos políticos, e mesmo na educação, por exemplo, em 1770,
''A vida tem trilha sonora''