Feliz Natal

Gostaria de deixar aqui um FELIZ NATAL para todos os leitores, visitantes, amigos, e pessoas que apoiam este blog. Quero agradecer imensamente todos que compartilham o material do blog. Sem vocês este blog talvez não estivesse no ar mais; mas é justamente por causa de cada leitor, que eu mantenho o blog ON e quase atualizado.
Ainda temos uma festa para este fim de ano, o Ano Novo; portanto, fico por aqui. Aproveitem o momento pra lembrar daquele que nos proporcionou esse momento maravilhoso de confraternização: Jesus Cristo.

Obrigado a todos.

Filmes sobre o Fim do Mundo

Pra ir entrando no clima, uma pequena lista de alguns filmes sobre o fim dos tempos. São apenas sugestões de filmes que eu gosto. Se tiverem alguma outra sugestão, comentem a vontade:

Melancholia (Lars von Trier)

Tema e Variação - Fernando Britto

Tema e Variação em Dó menor - Fernando Britto

Em recital do curso de composição da FAAM (FMU).
Espero que gostem!

20 de Novembro - Dia da consciência negra

20 de Novembro - Dia Mundial da Consciência Negra

... E qual não foi e não é a influência das culturas negras do mundo sobre a nossa música; nossa música, a música americana, européia, latina.. todas essas representações musicais aos quais ouvido está tão habituado.
Impossível negar o talento, a versatilidade, e a sua voz maravilhosa.
Abraixo, um pouco de alguns desses grandes artistas, de tantos gêneros, que admiramos e admiraremos sempre. São apenas alguns dos músicos que conhecemos; além deles, muitos outros fazem parte do nosso dia a dia, assim como atores, escritores, engenheiros, pintores, artesãos, mecânicos, publicitários... etc.







Modern Music and After - Paul Griffiths

Pra quem estuda, ou tem interesse em conhecer mais sobre a música a partir do final do séc. XIX, este talvez seja o mais 'conciso' entre os livros. Modern Music and After é um livro completo, com imagens, exemplos, fotos, que exemplificam e explicam muito sobre o pensamento da música principalmente no séc. XX. Obs.: O livro está em inglês.

Link pra download abaixo (por motivos de segurança, copie e cole o link no seu navegador.):

http://www.4shared.com/office/YC9UQ9PU/Griffiths-Paul-Modern-Music-an.html

"Tom Jobim - A última entrevista..."


Dias antes de sua morte; 8 de dezembro de 1994, no Mount Sinai Hospital, em Nova Iorque, aos 67 anos; Tom Jobim concedeu, ao repórter Walter de Silva, da resvista Qualis, a sua última entrevista, na ensolarada manhã de quarta-feira, 30 de novembro, véspera do embarque para os Estados Unidos. Tom recebeu o repórter em sua casa. "Era um homem em estado de pura iluminação", escreveu Walter de Silva. "Sentado a meu lado no sofá, mudando-se de lugar, andando despreocupadamente pela sala, ou fumando com fervor seus charutos, ele faz da fala o instrumento de seu espírito; o delicado tom da voz, o tom grave e incisivo da voz, e as gostosas gargalhadas."

Na entrevista, que pode ser lida na íntegra no site oficial de Tom Jobim (link para a entrevista completa logo abaixo), ele se queixa da imprensa, fala da infância, de Ipanema, de ecologia e até, tema raramente presente em suas conversas, da ditadura militar, que tornou o Brasil irrespirável e levou para o exílio muitos artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico e... Tom Jobim:
"Eu fui embora, não porque tivessem me mandado embora, porque o ambiente estava insuportável. Você não podia fazer as músicas... Isso, inclusive, não me tocava pessoalmente. Eu não estava escrevendo música de protesto. Mas, em solidariedade aos que estavam, nós nos recusamos a entrar no Festival Internacional de Canção (de 1971), e foi isso que causou a nossa prisão em massa... Eu fui apenas detido, o que não é o caso do Caetano e do Gil, que foram realmente presos. Eu fui detido e tinha que voltar lá pra averiguações. Eu era intimado a comparecer. Agora você vê se o Tom Jobim é um homem subversivo, eu sou um homem da ordem e do progresso."

Revista Qualis - última entrevista concedida por Tom Jobim

Ao perceber o rumo da conversa Tom observa que talvez não seja o caso de fazer uma entrevista tão séria assim. E fala de música, um assunto no qual ninguém fala, de seus mestres Villa-Lobos, Radamés Gnatalli, Guerra Peixe:
"Eles foram ficando moços e eu fui ficando velho. É como o retrato do meu pai em cima do piano. O meu pai era o meu velho, e hoje em dia eu estou muito mais velho que o meu pai."

Fala da viagem no dia seguinte; tenho convites para fazer grandes coisas em Nova Iorque; e dos planos para o futuro; quero descansar, comprar uma bengala, uns óculos novos pra poder ver as moças de uma distância oficial.
E termina brincando: Uma moça perguntou ao Villa-Lobos que estava morrendo: "Maestro, o que o senhor está compondo agora?" Ele disse: 'Agora eu estou decompondo'. Por que essa obrigação de compor sempre? Eu nunca entendi isso. A músicas inéditas, eu vou mantê-las inéditas pra que ninguém possa saber, ninguém possa achar nada.

Mais sobre Tom Jobim:

Nem sinatra mereceu uma dessas!
Tom Jobim - encontros e desencontros

Fonte: Anotaçoes com arte 2007 - Tom Jobim

Harmonia Tonal (Tonal Harmony) - Stefan Kostka

O livro Tonal Harmony, de Stefan Kostka, em português.


Para efetuar o download, clique aqui

Mais sobre harmonia no link abaixo:

Harmonia Tonal


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Pozzoli em áudio - Download - 1ª à 14ª séries - À VENDA


Os áudios não estão mais disponíveis para download gratuito. Para comprá-los, contate-me pela guia CONTATO. Deixe seu e-mail que retorno o mais breve possível.

São muitos os pedidos - não somente aqui no blog, mas por e-mail e redes sociais também - para que eu poste os áudios do Pozzoli Melódico e Rítmico para download. Aí estão 14 séries do Pozzoli Rítmico; ainda faltam as séries 15, 16 e 17.

Recentemente tive um problema com alguns backups meus de arquivos do blog. Estou recuperando aos poucos; infelizmente os áudios do Pozzoli estavam nesses backups, que acabaram se perdendo. Mas, como dizem, há males que vem para o bem.

A solução!

Os links antigos não deram muito certo para o download: eu postei os áudios pelo player que o 

Nem Sinatra Mereceu uma dessas!


Tom Jobim jamais confessou, mas deve ter se arrependido de recusar aquela cantora um pouco estrábica e ''muito caipira'' para o seu gosto, quando dirigiu a gravação de Pobre menina rica de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes. Perdeu a chance de dar À Bossa Nova, que mal havia nascido, o luxo de ter o nome de Elis Regina registrado oficialmente na sua história. Se houve ou não arrependimento, Tom corrigiu a tempo o seu erro de avaliação, ao se trancar por quase tres semanas com Elis, de 22 de fevereiro a 9 de março de 1974, no estúdio da MGM em Los Angeles, e gravar um dos melhores (senão o melhor) e mais importantes discos da música brasilleira, com arranjos de César Camargo Mariano. "Elis & Tom" também redime a história da Bossa Nova da ausência da cantora que ainda hoje, tres décadas depois da sua morte, se mantém como a melhor do País. O disco foi o presente que a gravadora Phonogran ofereceu à cantora para comemorar seus dez anos de carreira.

A idéia do disco talvez já esivesse na cabeça de Elis, quando ela conheceu Tom Jobim, segundo seu

Nem Velha nem Nova, só Bossa

Pianista, locutor esportivo, flamenguista fanático e compositor de uma respeitável fieira de sucessos, de Aquarela do Brasil  a Na batucada da vida, Ary de Resende Barroso, mineiro de Ubá e carioca por destino, foi um avalista da inquietação bossa-novista desde o primeiro momento. Conhecido por seu humor mordaz, Ary ("escreva Ary com y, pois Ary com I não sou eu", dizia) já era um nome consagrado noacionalmente quando o movimento surgiu e por isso foi logo procurado pelos jovens da Zona Sul. Não era pra menos. Além da indiscutível autoridade como músico, ele era demolidor em suas opiniões, característica que o levou a se arriscar sem sucesso na carreira política.

"Não há Bossa Nova ou Bossa Antiga, o que há é apenas Bossa", sentenciou Ary, quatro anos antes de sua morte, em entrevista a Miriam Alencar publicada em janeiro de 1960 pelo Jornal do Brasil. Mas reservou aos "rapazes da Bossa Nova"

Voltando das férias (finalmente)

Quem é leitor aqui do blog percebeu que ele está bem parado ultimamente (como se blogs ficassem em movimentos.. rs..); e embora o título sugira que eu estivesse de 'férias', a verdade é exatamente o contrário.


De qualquer forma, foi uma paradinha proposital. Estava com alguns outros trabalhos e outras coisas para resolvar por aqui, e acabei não tendo tempo para dedicar ao blog. Mas estamos de volta. Dentro de alguns dias, vocês perceberão uma leve mudança nos menus e pouca mudança no layout do blog, mas não se assustem se alguns erros se manisfestarem, são testes para melhorar o acesso ao material do blog.

Peço também que os leitores que postaram comentários no blog sejam pacientes; alguns eu já publiquei e estou começando a responde-los (com um pouco de atraso.. rs).

Por fim, ''welcome back'' pra quem já acompanhava as nossas postagens, e um - super - bem vindo aos novos leitores. Fiquem com um eletrônico do nosso grande compositor minimalista Steve Reich.



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Produtividade em casa - Infográfico



Setting up a Home Office – An infographic by the team at Setting up a home office inforgraohic

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Fernando Britto - Música para publicidade

Música para publicidade, curtas, vídeos motivacionais, entre outros.
Todas as músicas são produções de Fernando Britto. Para mais informações, vá na guia Portfólio.

Camerata Estandarte - Ensaio

Camerata Estandarte

Segundo ensaio da Camerata, em Santo André - Sinfonia em G maior de Albinoni.


Maestro - Fernando Britto
Violino I - Fabio Britto
Violino II - Natália Perez
Viola - André Pires
Violoncelo - Larissa Cristina
Contrabaixo - Victor Franzotti

Encadeamento harmônico e seus conflitos

Já ouvi tantas vezes frases como: eu só gosto de música popular, ou, eu só gosto de música erudita. No fim, não é tudo música? Porque dividimos a música em relação ao seu nicho ou ao nosso gosto próprio? Os problemas que estas divisões causam vão além das discussões. Atingem o nosso desenvolvimento musical.



Muitas são as dúvidas quando se fala em ‘encadeamento harmônico’. Uns dizem que existem muitas regras, outros, que não compreendem as regras, outros então nem sabem que existem regras.
A verdade é que a prática de encadear os acordes é algo que está, infelizmente, muito fora da realidade da maioria dos músicos. Exercícios harmônicos, leitura de partitura (em diversas claves, compassos, e andamentos), contraponto, ou mesmo conhecimentos históricos da música, são coisas que a maior parte da classe ‘musical’ julga desnecessário.

Mas por quê?

De certa forma, a explicação é simples.

O sistema tonal, que se estabelece firmemente no século XVIII e perdura até nossos dias, é ao mesmo tempo um vilão e um herói nessa estória. A utilização das tríades se tornou, com o tempo, algo tão ‘banal’, que qualquer disposição desses acordes é chamada de encadeamento harmônico’. 

A difusão da música popular – que é algo que pertence a nossa geração e à passada (séc. XX e XXI) – mostrou que 3 ou 4 acordes são necessários para se criar canções, músicas instrumentais, entre outros. Não que isso seja mentira. Algumas formas musicais do ‘repertório clássico’ são desenvolvidas, as vezes, sobre 2 acordes apenas, mas quando isso acontece, há sempre uma preocupação quanto à banalização.
Ora, vejamos quantas músicas conseguimos encaixar numa simples seqüencia de 4 acordes, sendo: I – VI – IV – V. Eu mesmo consigo me lembrar de umas 10, pelo menos, enquanto escrevo aqui. Isso não torna essas músicas ‘menores’ que outras; jamais. Porém, mostra que não há uma atenção real sobre o esquema harmônico.
Harmonia, Arnold Schoenberg

Pois bem. O quadro é este, e infelizmente (ou felizmente), não pode, e nem deve, ser mudado. O que é importante salientar: que esse ‘esqueleto harmônico’, que alguns chamariam de pobre, é o suficiente - e ideal - para esta música, que de um modo geral, é feita muito mais com um sentido mercadológico, ou de protesto, do que simplesmente ‘música pela música’.
Visto que o problema está ligado ao nosso cotidiano, ou seja, ao conflito musical que existe no nosso dia-a-dia da música de mercado com a música séria (me refiro a qualquer estilo musical que tenha uma preocupação clara com os diversos aspectos musicais), é preciso então selecionar o que ouvimos. O estudo da harmonia, que é o caso aqui, deve estar ligado à nossa escuta, assim como o treina da escrita, na escola, está ligado à leitura.  

Nas próximas postagens sobre encadeamentos, falaremos estritamente da escrita musical e do desenvolvimento harmônico, com exercícios e tutoriais.

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Beatboxing com uma 'Flauta' ?!


Já ouviu falar em beatboxing?
São inúmeros os vídeos que você encontrará no YouTube de pessoas fazendo beatboxing com a boca, o que é o comum nessa arte. Mas com certeza você ainda não viu isso: Beatboxing numa Flauta Transversal!

O Beatboxing

O beatboxing é a arte de produzir, com o mesmo instrumento (ou voz), sons graves, agudos, e insinuações rítmicas que remetem à algum rítmo específico: dance, pop-rock, funk, etc. O 'beatboxer', como é chamado, deve se utilizar desses recursos, ou mais, para que o ouvinte não sinta falta de nenhum instrumento musical. Veja este belíssimo exemplo de um dos maiores beatboxers atualmente, Bobby McFerrin:
(ouça com fone de ouvido)


Observe que não falta nada: temos o baixo, a voz principal, frases entre esses dois, e nesse caso, o beatboxer utiliza percussão corporal, batendo a mão no peito de forma a criar o efeito de um bumbo e de uma caixa, da bateria.

A flauta e o beatboxing

A flauta é provavelmente um dos instrumentos mais antigos da história, tanto pela simplicidade de sua estrutura como pelos muitos registros em vários lugares do mundo.
Por ser um instrumento de relativo 'fácil acesso', muitas pessoas tocam este instrumento, que possui várias derivações: flauta transversal, flauta doce ou flauta de bico, flautas japonesas, entre outras. Com certeza, é um dos instrumentos musicais mais explorados, tanto na sua fabricação, quanto na execução; novas técnicas sempre são criadas visando melhorar a potencia do som, as notas alcançadas, entre outras coisas.

Veja outras utilizações e inventos de instrumentos musicais:

No caso do beatboxing, a flauta é uma personagem nova. Claro que outras tentativas já aconteceram, mas à Greg Pattillo, flautista americano que, segundo o New York Times declarou no início deste ano, é ''o melhor do mundo no que faz'', a visibilidade desta arte tomou proporções mundiais. O músico estuda deste criança este instrumento, tendo se formado e participado de orquestras sinfônicas em vários lugares, como a Orquestra Sinfônica de Guangzhou (na China). Quando retornou aos Estados Unidos, não encontrou trabalho nas orquestras, e isso o motivou a procurar uma carreira solo. Logo, estava gravando vídeos e produzindo material para divulgar seu trabalho com a flauta, e qual não foi a surpresa, nas primeiras semanas já era reconhecido nas ruas como 'o rapaz do beatboxing na flauta'. A partir daí, trabalha sua carreira solo, e com o seu trio (flauta, contrabaixo e violoncelo), o PROJECT Trio.

Mas, melhor do que falar qualquer coisa a respeito deste grande flautista, é você mesmo conferir o que ele faz com sua flauta. Assista, e curta o som!
(ouça com fone de ouvido)


Aproveite e veja os outros vídeos deste grande músico.

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A música e a Tecnologia

Imagine, por um momento, se você recebesse um aviso dizendo que sua cidade ficaria por uma semana sem energia elétrica! . . .
Sim. Terrível! Eu mesmo ficaria perdido, louco da vida, imaginando quantos e-mails eu não veria, quantos 'recados do facebook' eu deixaria de responder, ou como o -Fernando Britto - Blog-  ficaria abandonado. 

Fato

Mas é fato que este medo é generalizado.

Flash Mob no Sesc Pompéia Metropolitana

É isso aí. Mais um Flash Mob, agora no Sesc Pompéia Metropolitana.

O grupo é a Orquestra Metropolitana e a regência ficou por conta do maestro e compositor Rodrigo Vitta. Seguindo o script, 2 músicos chegam juntamente com o maestro e, discretamente, começam a montar seus instrumentos - no caso, um contrabaixo e um triângulo. Sob a batuta de Rodrigo Vitta, o triângulo começa. Depois, o baixo; logo mais outros músicos vão se juntando, e aos poucos, a orquestra está montada tocando Mourão, do brilhante compositor Guerra-Peixe.


Mais flash mob em   Flash Mob! Bolero de Ravel


Curtam a boa música!


Estranhos instrumentos musicais


Com o avanço dos estudos tecnológicos, e a velocidade com que isso ocorre, hoje em dia é possível se criar quase 'tudo' que nossa mente imagina. Sejam em filmes, desenhos, inventos, as coisas mais malucas são reproduzidas muito rapidamente.
Na música, isto se reflete em duas frentes: o desenvolvimento dos instrumentos musicais, ou inventos de novos instrumentos, e a criação e melhoramentos de softwares para a produção musical em geral, tanto

O Repertório na formação musical

Saiba porque o repertório tem tanta importância na formação de um musico.
Por Rafael Vicole


            É divertido lembrar a época em que nos dedicávamos à escuta de tudo que gostamos. Quando dedicávamos um tempo enorme para audição de nossos ‘heróis da música’, defendendo-os com unhas e dentes.
Porém, eliminar o preconceito com os mais diversos tipos de música é essencial para nosso crescimento musical e intelectual, pois trabalhar repertório é muito mais que apenas ouvir música: é pesquisar sobre aspectos históricos de seus compositores; a época de composição, sua função na história e evolução musical, para citar apenas alguns exemplos. Estudar repertório, a princípio, é mais fácil do que pensamos. 

Como fazer

Novos colunistas no blog

Assim como em uma orquestra sinfônica, ou em uma banda, ou talvez um coral, cada indivíduo tem uma grande importancia no 'todo'. Imagine uma empresa onde um funcionário não respeita o espaço de seu colega de trabalho, ou então não realiza o seu trabalho corretamente! Com certeza, a empresa não obterá os melhores resultados. Da mesma forma, na música, cada pessoa tem a sua importancia dentro de um grupo, seja no jazz, na música pop, na MPB, na música de concerto. Sendo assim, seguirei este mesmo rumo, juntando forças com profissionais para oferecer mais conteúdo - e mais abrangente - para vocês.

O Fernando Britto - Blog surgiu de uma iniciativa minha mesmo: ajudar os estudantes de música que precisam de material com fácil acesso e informações diversas a respeito de vários assuntos relacionados ao estudo da música. Porém, com o tempo, se tornou muito mais um blog de opinião sobre música (além do conteúdo para estudantes e das informações de novidades sobre música e variedades).
Desde o início, eu sempre preparei sozinho os textos, assim como as explicações, materiais para download, exemplos musicais, etc. Mas já é hora de renovar.
Pensando nisso, conversei com amigos da área musical (maestros, instrumentistas, músicos de estúdio) para iniciarmos uma nova fase no blog.
Os assuntos serão variados, desde regência orquestral e coral, repertório, aprendizagem e ensino da música, como também a área tecnológica, softwares para instrumentistas populares, e as aplicações dentro das duas áreas, 'popular e erudito'.

Veja também:

Editando suas músicas
O maestro

Espero que gostem do novo conteúdo. Será atualizado semanalmente.
Leiam, comentem, e sugiram mais assuntos para que sempre possamos oferecer o melhor conteúdo.


O verdadeiro valor de um livro

Você gosta de ler?
Quantos livros já leu na vida? Pode contar?
Na verdade, o importante não é a quantidade, mas sim a qualidade da leitura; o que absorvemos de um bom livro é o que realmente importa.
Muitas vezes fazemos planos como: lerei mais esse ano; quero ler tantos livros, ou tais livros. Mas no fim, acabamos por não ler, seja por falta de tempo, ou por falta de ânimo mesmo. Com certeza, isto está ligado ao fato de nossas vidas serem tão corridas hoje em dia. A tecnologia, que deve ser

Tom Jobim - encontros e desencontros

Arrumando o Desarrumado

Tom Jobim certamente existiria sem a Bossa Nova. Mas o contrário é verdade? A certeza que se tem é que não só por suas músicas, em parceria com Newton Mendonça ou Vinicius de Moraes, mas pelas suas qualidades de maestro e arranjador, Tom Jobim deu forma e acabamento à Bossa Nova. Mas afinal que coisa é essa chamada Bossa Nova? Walter da Silva, da revista Qualis, perguntou isso a Tom, em sua última entrevista em 1994. "Dar nome às coisas impede a compreensão", respondeu o maestro. "Eu chamo Maria de Maria e aí penso que conheço Maria. Mas Maria é um outra

Feliz Aniversário Steve Jobs

Se você é tão amante da música quanto eu, então deve estar ciente da contribuição que Steve Jobs e sua querida "Apple" deram à música em todo o mundo.


Pare e pense!

Desde o início da humanidade o homem tem sido curioso em diversos assuntos, e um deles, a música. A partir do momento em que começou a manipular o som - e a música -, sentiu -se no domínio da criação, da

Teclado x Violão - Qual devo escolher?


Essa é uma pergunta muito comum entre os interessados em estudar algum instrumento. Quando não procuram por bateria, contrabaixo, instrumentos de sopro, gaita de foles, ou outros instrumentos comuns, é bem provável que o instrumento desejado seja teclado ou violão. Mas porque?

Novidades no Blog - Estudantes de Música

''Quem tem medo da música clássica?''


Essa frase é ótima! Na verdade, este título... Esse era o título de um programa da TV Senado, comandado por Arthur da Távola.
A pergunta é: existem pessoas que tem medo da música? A resposta infelizmente é SIM.
Algumas pessoas são capazes de temer a música, não diretamente, mas por exemplo, quando tem de explicar algo relacionado a alguma caracteristica da música, ou mesmo algum teste ou prova (para músicos, ou estudantes de música).
Pensando nisso, preparei umas NOVIDADES para o Blog. Material em forma de textos explicativos e downloads, áudios rítmicos, melódicos, rítmo/melódicos, mais links para downloads. Tudo pode ser acessado pelas guias Material de Apoio, Downloads, e em destaques pelo Blog.


Todo o material é destinado à estudantes de música, que já tocam algum instrumento, ou já tiveram algum contato com música diretamente.
Qualquer dúvida pode ser postada em forma de comentário, assim como sugestão de outras coisas em que o blog possa ser útil a vocês.

Música para publicidade

A música sempre esteve presente em nossas vidas. Desde quando nascemos até nossos 'derradeiros' dias aqui nesse mundo, a música nos acompanha. E não é diferente com as diferentes atividades que desenvolvemos: sempre damos um jeito de encaixar aquela música, aquele som que tem tudo a ver com a gente - ou as vezes, com o público.
No caso da publicidade, e coloco "tudo junto e misturado" o cinema e os games, a música é peça fundamental, tanto para expressar alguma coisa ou como plano de fundo.


Essa postagem é na verdade sobre o meu trabalho de música de publicidade, portanto, apreciem como quiser (headfones, caixas de som, 'carros tunados com falantes exagerados' - rsrs).

Abaixo, um vídeo produzido por mim mesmo (áudio e vídeo) a um tempo atrás, com demostrações de trabalhos para produção de trilha sonora, jingles, spots, entre outros.
Espero que gostem.

Sons estranhos nos céus do mundo todo

Já ouviu falar dos 'Sons Estranhos' que estão sendo ouvidos no mundo todo?
Pois é. O ano mal começou, e já estamos vendo as evidências (?) apocalípticas das profecias Maias, como alguns defendem. O fato é que, desde o ano passado, pessoas do mundo todo estão desesperadas, ou pelo menos alarmadas por sons nos céus que surgem sem mostrar de onde vem.
Um dos primeiros relatos vem da Ucrânia, ainda em 2011. Vejam, abaixo, um vídeo gravada na cidade do ABC Paulista, Santo André.

MuseScore - Editando suas músicas (partituras)


Com certeza, se você é um músico 'atualizado' com os recursos tecnológicos, deve conhecer os softwares Finale, Sibelius ou Encore. Provavelmente deve ter problemas para editar suas partituras, seja por causa de programas que expiraram (no caso do Finale, já que essas reclamações são comuns), ou então dúvidas em relação à uma ou outra função do software, como fazer determinadas coisas que são muito simples quando escrevemos "à mão" - 'com aquela letra linda'.

Editores de partituras

Pois, para ajudar os mais desesperados, surge mais um software que promete auxiliá-los nas tarefas mais difíceis: o MuseScore.

Clique na imagem para ampliar

À primeira vista, o programa parece bastante enxuto; e realmente é. As opções estão dispostas por categorias como Ornamentos, Barras de Compasso, Dinânicas, Repetições, entre outros.
A logo do programa já mostra tudo: um programa simples para nós, 'humildes músicos'.
Mas vamos ao que interessa. O que o programa disponibiliza de ferramentas e opções:

1. Número de pautas ilimitado
2. Até 4 vozes por pauta
3. Permite escrever a partitura com o mouse, teclado ou entrada MIDI (um controlador conectado ao pc, por exemplo)
4. Sequenciador integrado e software sintetizador FluidSynth
5. Importação e exportação de formatos MusicXML (os fãs do Finale saberão como isso é importante) e Standard MIDI Files
6. Disponível nos principais sistemas: Windows, Mac, Linux
7. Traduzido para 43 idiomas

...enfim!!! Não vou listar aqui todas as opções; apenas algumas principais para mostrar que o software é realmente promissor.
Link direto para download aqui. Ou se preferir, visite a página do programa e descubra mais: MuseScore


Em breve, dicas e tutoriais sobre o software.

Meu tempo é quando...

... de tarde, amanheço
de noite, ardo...
Ando onde há espaço
meu tempo é quando.

Com um desempenho emotivo, segundo o crítico Tárick de Souza, Tom Jobim fala os versos do parceiro no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, que promove o ciclo Vinicius de Moraes - Meu tempo é quando, em janeiro de 1990. Na apresentação, Tom está ao lado do filho Paulo Jobim (violão), Jacques Morelenbaum (cello), Danilo Caymmi (flauta) e Paula Morelenbaum (vocais). O registro dessa homenagem permaneceu inédito durante dez anos - somente seria lançado em disco, em 2000 pela Jobim Music, com o título Tom canta Vinicius. Entre as 17 músicas, observa Tárik, "oito composições da dupla que se tornou entidade da música brasileira moderna. Uma ligação quase mediúnica: ambos morreram em torno dos 67 anos de idade". Além das composições assinadas apenas pelo poeta - Valsa de Eurídice, Serenata do adeus, Medo de amar e Pela luz dos olhos teus - Tom abre a homenagem com o Soneto da separação, que musicou com extremo cuidado - tentei não atrapalhar o soneto com a música -, e não economiza elogios ao talento musical do poeta na introdução de cada uma de suas obras. Foi a morte de Vinicius que me deu a convicção de que não somos imortais - ele dizia. Seja como for, ao cantar Vinicius Tom reacendeu a certeza de que a sua parceria sobreviveria a eles e ao seu próprio tempo.

Mais Tom Jobim em: Andando com Tom


Fonte: Anotações com Arte

Nara Leão - A Musa Meiga e Rebelde

Esta é uma continuação de O poeta e a Lyra.


"Chega de Bossa Nova". Ao soltar, em 1964, o grito de guerra contra o movimento que ajudou a criar no apartamento de seus pais, Jairo Leão e dona Altina, Nara não conseguiu se desfazer do título de musa da Bossa Nova. Nascida em Vitória do Espírito Santo, chegou criança ao Rio de Janeiro e, adolescente, estagiou do jornal Última Hora, fundado por Samuel Wainer, então casado com sua irmã Danuza. A convivência com Carlos Lyra, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli a fez trocar o acordeão, destino de toda moça de família, pelo violão. O seu apartamento no posto 4 em Copacabana se tornou ponto de encontro desse pessoal cansado de canções chorosas e acordes surrados. Para ela foram feitas músicas

Philip Glass e o minimalismo

Minimalismo - um breve comentário histórico

Faz quase meio século que uma estética musical surgida nos Estados Unidos acabou por tomar a dianteira de toda a vanguarda musical, em termos planetários. Ela ficou conhecida como 'minimalismo', ou 'música repetitiva'. Negava frontalmente os pressupostos da Neue Musik (música nova) europeia, a qual, nascida logo depois da Segunda Guerra Mundial, exigia que toda música surgisse de uma espécie de 'grau zero da escrita', sendo controlada em cada som representado no papel. No lugar dessa estética europeia, aquela nascida nos Estados Unidos propunha a facilidade de apreensão das obras musicais, a transparência - ou exibição, no próprio ato da atuação - das estruturas sonoras e a referencia direta ao velho sistema tonal. Transformava, assim, o já conhecido em inédito, causando no ouvinte a sensação de estar 'escutando o que ainda não havia sido ouvido na música tradicional'. Essa estética causou sensação exatamente pelo paradoxo que propunha: o da música que passa a impressão de pertencer ao passado, só que apresentada em caracterização nova, surpreendente e desconhecida.
Baseada na repetição e na variação paulatina dos elementos colocados em jogo durante a ação musical, como já foi dito, esse gênero de música voltou a se basear no sistema tonal e no emprego das consonâncias geradas por seus acordes perfeitos, de emprego lento e gradual, gerador de uma quase imobilidade. Contudo, os elementos colocados sobre esses acordes, ou sobre ritmos repetitivos, geram uma polifonia

O Poeta e a Lyra

No início de 1960, Vinicius de Moraes se aproximou de Carlos Lyra que, dizia Tom, era "o grande melodista, o grande desenhista da Bossa Nova" - elogios que ele atribui ao fato de Tom ser muito generoso: "As duas faculdades que frequentei foram Tom e João Gilberto". E foi exatamente o João quem, em agosto de 1961, gravou a sua primeira parceria com Vinicius, Coisa mais linda. Depois veio uma sequencia para entrar na história. De Marcha da quarta-feira de cinzas e Minha namorada ao militante hino da União Nacional dos Estudantes, a UNE, passando pelo repertório riquíssimo do musical Pobre menina rica. O encontro de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes resultou em uma produção só comparável à que o poeta criou com Tom e depois com Baden Powell, tanto que chamou esses três parceiros de a sua "santíssima trindade". Mas o melhor de Lyra e Vinicius ainda estava pra vir. Foi quando na primeira semana de janeiro de 1963 eles estrearam o show Trailer, em Au Bon Gourmet, e mostraram as músicas de Pobre menina rica.
Ao receber do novo parceiro 16 músicas inéditas para colocar letra, Vinicius viu nelas a matéria-prima de uma comédia musical. Carlinhos, em seu site, narra o diálogo entre eles:
"Parceirinho, nossa comedinha se passa num terreninho baldio carioca. Do lado do baldio tem um edifício de apartamentos e lá na cobertura mora a Pobre Menina Rica! E o terreninho, por sua vez, é habitado por uma comunidade de mendigos... De mendigos, Vinícius? Não se preocupe, não, parceirinho. São uns mendiguinhos simpaticíssimos, incrementadíssimos e superorganizados, viu? Eles saem todo o dia, de manhã, pro seu trabalhinho de pedir esmola e liderados por um Mendigo-Chefe..." 
Se o resultado não tinha qualidade dramática que o credenciasse ao sucesso no palco - nem a versão adaptada para o cinema, com a título Para viver um grande amor, entusiasma Carlinhos - Pobre menina rica foi um acontecimento pela excelência de suas músicas. Duas delas passaram a ser obrigatórias em qualquer show, de Bossa Nova ou não - o dueto Primavera e Sabe Você. Mas as outras não ficaram atrás como o Samba do carioca ("Vamos, carioca, sai do seu sono devagar..."), Pau-de-arara (que Ary Toledo transformou em carro-chefe dos seus shows e ficou conhecido como Comedor de gilete) e Maria Moita cujo refrão, "pra por pra trabalhar gente que nunca trabalhou", Nara Leão espalhou pelo Brasil nos idos de 1964.
Lyra à esquerda, o produtor Aloysio de Oliveira, Nara Leão e Vinicius
E foi justamente Nara Leão que eles chamaram para o show Trailer, que apresentou em primeira audião as canções da comédia musical, que ainda estava sendo escrita. Aloysio de Oliveira, que meses antes convencera Vinicius a cantar em público ao lado de Tom e João Gilberto no mesmo restaurante do empresário Flávio Ramos, resolveu fazer "um trailer do primeiro ato da peça, num experimento inteiramente inédito no Brasil em matéria de show", conforme depoimento do poeta, que descreveu assim a estréia: "As luzes da boate se apagavam, nós entrávamos pé ante pé, quase em trevas totais. Eu ia sentar-me à minha cátedra improvisada, onde, o texto em mão, esperava, como quem espera o tiro de uma 45, o foco de luz que incidia sobre mim. O conjunto atacava suavemente a Marcha do amanhecer, eu pegava discretamente o copo de u[isque que tinha na mão, tomava aquele gole e começava... Ao lado sentia a torcida de meus dois companheiros de show: Nara Leão, no papel da Pobre Menina Rica, e Carlinhos Lyra, no do Mendigo-Poeta. E durante cinco semanas a sociedade carioca e de outros estados, que nunca deixara de nos prestigiar, desde as primeiras raízes do movimento da Bossa Nova, comparecia diariamente para nos ver... A nossa comédia musicada, num futuro não superior a um ano, quando as minhas funções de funcionários do Brasil no exterior o permitirem, estará pronta para ser encenada."
A peça, na verdade, nunca chegou a ser encenada como tal. O sucesso do Trailer levou Carlinhos Lyra a apresentá-la em forma de show, com um toque teatral (até cenário tinha) no Teatro Maison de France em dezembro de 1964 e, no ano seguinte, no Teatro de Bolso. Lançou as músicas de Pobre menina rica em um disco com arranjos de Tom Jobim, com a frustração de não ter conseguido convencer o maestro de que a cantora ideal seria Elis Regina. Carlinhos chegou a se reunir com Elis, ensaiar as músicas, mas Tom bateu o pé: queria Dulce Nunes e mais ninguém. E assim perderam o privilégio de apresentar ao Brasil aquela que se tornou a sua maior cantora.

Texto de Anotações com Arte, 50 anos de Bossa Nova.

Andando com Tom

Eu era um garoto que, como os outros, amava a Bossa Nova e o Tom Jobim. Queria ser um compositor igual ao Tom Jobim. Não gostava mais das canções desesperadas. Só queria aquela música que era toda enxuta, porque derramada para dentro. Queria tocar piano igual ao Tom Jobim. Como nada me saísse direito, eu disse "esse piano é uma droga" e fugi de casa. Queria contar histórias igual ao Tom Jobim.
Fui dar na casa de Tom Jobim em Ipanema. Aloysio de Oliveira me apresentou a ele e eu mostrei meu samba no violão. Tom olhou. Noutro dia, inventou um acorde para meu samba, ficou repetindo o acorde dele e dizendo "você é um craque". Quando o Tom entra com um acorde dele, parece que abriram a janela.
Foi para Nova Iorque, gravou com Sinatra e o pessoal disse "poxa". Voltou porque sentiu saudades dos chatos. Se mudou para o Leblon, mas continuou no bar de Ipanema. Me deu parceria, um pouco para se vingar de Vinicius, que estava saindo muito com Baden e Edu. Nossa Sabiá foi vaiada no Maracanãzinho e ele chorou um pouquinho no túnel Rebouças.
Me telefonou de Londres para Roma, preocupado com a poluição do ar. Desligou 50 minutos depois. Me acordou de madrugada   porque se lembrou que a poluição no ar também é coisa grave. Esteve comigo em Roma, mas não gostou da cerveja. De volta ao Rio, passeamos bastante. Bebemos uísque no Antonio's, no Luna Bar, na sauna, no Canecão, depusemos juntos no Dops. Vi Águas de março sendo rabiscada. Às vezes, acho que é o samba mais bonito do mundo.
Me deu dois dicionários de espanhol, um de inglês, me emprestou The waste land em italiano, me releu Drummond, me emprestou seu feiticeiro, me ensinou sua arquitetura. Gostava do meu pai. Me falou do seu pai e um dia me levou para a sua sessão de análise, mas isso foi muito antes. Me ajudou a comprar um piano e me explicou que eu não levo jeito para pianista.

Tinha de ser o Chico Buarque a escrever esse retrato poético do seu maestro soberano. Está na abertura do Songbook de Tom Jobim.


Porque Mozart é tão conhecido?

Se você sair agora de sua casa, e perguntar pra uma pessoa na rua o nome de um músico que da 'música clássica', é muito provável que você ouça um desses nomes, ou os dois: Mozart e Beethoven.
Mas afinal, por que esses compositores são tão conhecidos?
Deixarei para falar de Beethoven numa outra postagem. Hoje, falaremos sobre Mozart.

A música de entretenimento, de massa, hoje é tão facilmente difundida pela mídia que quase não sobra espaço para se falar em música de concerto; e mesmo assim, muitas pessoas conhecem esses dois compositores, embora talvez não tenham ouvido sequer uma obra de qualquer deles.
Para entendermos esse 'fenômeno' (se podemos chamar assim), é preciso entender em que circunstâncias esses compositores apareceram na história.

Joahannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, ou Wolfgang Amadeus Mozart, nascido em Viena, Áustria, a 1756, foi um menino prodígio, destaque por onde passava desde muito cedo. Conta-se que aos 6 anos já podia tocar cravo muito bem, e tinha boa leitura musical. Seu pai, Leopold Mozart, era professor de música, assim como ótimo violinista, e se tornou o primeiro professor do menino Mozart. O jovem músico se apresentava com frequência nas cortes (desde os anos de Haydn, a música ocupava espaço privilegiado nas cortes) e por diversas vezes dava concertos. Graças a suas habilidades, Mozart viajou a Europa toda quando criança, junto de sua família. Viajou para Alemanha, França, Itália, e outros lugares. As lembranças e contato com a música italiana seria de extrema importância para sua obra, especialmente na ópera.

Uma das coisas que provavelmente marcaram a obra de Mozart foi a exploração, junto com outros compositores, de um movimento que acontecia na Alemanha por intermédio da ascenção do pensamento Iluminista: Sturm und drang, ao pé da letra, tempestade e estresse. Na música, o efeito dessa reação se manifestou, inicialmente, nas 'dinâmicas', e o compositor austríaco foi um importante iniciador dessas "experiências musicais". Obviamente que não foi o único nesses experimentos, mas foi um precursor dessas novas idéias. Claro que isso se deve ao fato de várias revoluções na Europa, tanto no pensamento dos artistas e intelectuais, como também em aspectos políticos, e mesmo na educação, por exemplo, em 1770,

Flash Mob! Bolero de Ravel

O Flash Mob já é um movimento bem conhecido. Pessoas se juntando para fazer música, ou dança, ou teatro, em locais não muito comuns como estações de trem, supermercados, avenidas...
Esse vídeo eu ví no blog O Pentagrama, e achei muito interessante, por isso, confiram abaixo o vídeo.
Trata-se da Orquestra de Copenhagen, na Copenhagen Central Station.



Espero que gostem!

Toque guitarra brincando - Rocksmith

A partir de agora, tocar guitarra vai ser mais divertido 
que jogar 'God of War' (duvído muito, mas...).
É que no fim do ano passado - fim de novembro - a empresa Ubisoft trouxe ao Brasil um dos games mais interessantes já lançados, tanto pelas inovações como pelo conceito do jogo: o game Rocksmith.

O jogo, ao estilo Guittar Hero, vem com uma novidade interessante: não se usa joystick, e muito menos uma 'guitarra de brinquedo'; para jogar, você vai precisar comprar uma guitarra também.
Pois é. Impressionante, não!? O novo game deve ser jogado com uma guitarra de verdade, e utiliza uma linguagem muito parecida com a linguagem que os músicos usam no seu dia-a-dia.
Existe até um tipo de tablatura adaptada para o jogo, que ele mesmo o ensina a interpretar.

O momento exato!

... e então o desejo de se expressar surge novamente; como se tivesse 'hibernando' por um tempo, e acordasse do nada..


Estranho?! Não. Natural, talvez; mas o que realmente importa é saber o que dizer na hora que deve ser dito.


O momento exato já não é suficiente para demonstrar o sentimento, a emoção, porque rapidamente esse momento passa, e deixa de ser o momento exato, vindo a ser o passado...

by Fernando Britto


When I fall in Love - Fernando e Delaías


Pintando Música

Este é um vídeo que está circulando no youtube, e, agora, nas redes sociais.
O trabalho é em conjunto: designers e músicos participam da produção. Consta de uma 'ilustração da música', no caso, Lacrime di Giulietta, do jovem compositor, Matteo Negrin.
Os desenhos ficam por conta dos designers Alice Ninni, Alberto Filippini e Luca Cattaneo.

O material? Apenas uma folha pautada e alguns canetões coloridos.
O resultado? Veja você mesmo!

O 'novo' maestro de Zambia

Impressionante a expressividade nos gestos desse garoto de Zambia. Espero que apareçam as mesmas oportunidades que apareceram para o garoto Jhonatan, que também ficou famoso no youtube por sua 'regencia' de sinfonias de Beethoven.

Pozzoli Rítmico em Áudio - 10ª à 14ª Série

Olá a todos os leitores e 'ouvintes' do blog. Aí estão as séries 10, 11, 12, 13 e 14 do Pozzoli Rítmico. Peço desculpas para quem precisava delas para estudar. Tive problemas para atualizar o blog no fim do ano passado. Mas estou de volta.
Sinceros abraços, um feliz ano novo, e bons estudos!

 
''A vida tem trilha sonora''